escola com crianças e uma professora no fundo

Um dia desses parei para pensar sobre o colapso da educação moderna. Não exatamente sobre as escolas brasileiras (públicas ou privadas de péssima qualidade, com raríssimas exceções), mas sobre a forma de ensino como um todo.

Alguém já parou para pensar que a grande maioria dos grandes filósofos, pensadores e intelectuais de antigamente eram educados por tutores e não em salas de aula com matérias compartimentadas, que não conversam entre si?

Não parece estranho que essa forma de educação, onde um professor, geralmente um filósofo ou pensador renomado transmitia seus conhecimentos para os alunos, de forma integrada, uníssona, lógica, tenha sido substituído pelas escolas que temos hoje, onde vários professores, cada vez mais despreparados (e mal pagos, diga-se de passagem), precisam tentar colocar na cabeça de dezenas de crianças os paradigmas de sua área de atuação, sem dar a menor bola para as matérias uns dos outros? O professor de história está falando de revolução francesa, enquanto o de geografia está falando de clima no Brasil. Não faria mais sentido se ele estivesse falando das condições climáticas na França no momento da revolução francesa? Para mim parece um absurdo que ninguém ainda esteja aplicando algo parecido no mundo da educação.

O que me parece é que essa confusão nas mentes de nossos filhos seria intencional e, para surpresa de ninguém, eles estariam mais preocupados em doutrinar as mentes das crianças do que ensinar-lhes algo de útil.

Acho, sinceramente, que nós, pais, precisamos nos preparar para sermos cada vez mais atuantes no ensino de nossos filhos. Não que vamos tirá-los da escola, mas ao menos instruí-los melhor sobre o que é ensinado e guiá-los para que possam tirar o maior proveito dessa bagunça que é a escola nos dias de hoje.

Tenho uma amiga que tem um filho com sete anos de idade. Certa vez, ela me contou que a escola estava fazendo uma feira de ciências e que o trabalho de grupo que fora designado para seu filho e os amigos era tão complexo, que ela e o marido teriam que passar vários dias desenvolvendo eles mesmos a tarefa. Não parece algo insano? Quem está estudando não é a criança? Por que os pais terão que fazer a tarefa? Ela me disse ainda que isso é uma orientação da escola… teria algo a ver com a participação dos pais na educação dos filhos. Não vejo participação alguma. O que enxergo é que os pais estão fazendo tudo e o filho só fica observando, sem nem ao menos saber do que se trata aquilo tudo.

Não é desse tipo de participação que falo, mas sim de tentarmos ser como faróis em meio à neblina da confusão que se passa na educação como um todo. 

Fora que a grande parte do que é ensinado na escola será utilizado uma vez, para fazer a prova daquela matéria no final do semestre e depois jogado literalmente no lixo. Nunca mais a criança vai precisar daquele conhecimento, porque ele é inócuo e muitas vezes ultrapassado. Não acredita em mim? Quer um exemplo?

Veja o caso de Cristóvão Colombo. Não conheço um exemplo de escola infantil que não ensine aos alunos que ele descobriu a América. E isso desde que me entendo por gente. Só que já foi provado que o primeiro europeu que se tem notícia de ter pisado na América foi outro. Um navegador viking chamado Leif Erickson. Chegou no Canadá e montou acampamento por lá, por volta de 500 anos antes de Colombo pisar na América. Então o que aconteceu com os livros de história? Não me pergunte, mas sim à professora do seu filho…

De minha parte, pretendo me preparar o máximo possível para guiar meu filho pelos mares agitados do conhecimento. “Ah, mas eu não tenho tempo…”, dirão alguns. Como dizem por ai… só lamento!

Então é isso. Até a próxima. Em breve voltaremos a esse assunto, que considero de grande importância. Fiquem com Deus.

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