porto seguro

Certa vez, vi escrito em algum lugar uma frase bem interessante. Não sei ao certo onde. Talvez tenha sido em algum livro de auto ajuda, daqueles bem clichês, que servem de guia para o batalhão de “coaches” que infestam a internet atualmente. Ou talvez tenha sido em algum para-choque de caminhão por essas estradas da vida. 

O fato é que essa frase realmente me acendeu uma luz em algum lugar obscuro da minha mente nem sempre tão lúcida (como diria o grande Alexandre Magno – não o rei macedônio, mas o cantor, vulgo ‘Chorão”), que me fez decorá-la. 

Foi há algum tempo já, mas nunca mais me esqueci dela e volta e meia me pego pensando em seus efeitos práticos na minha vida. 

No meio da tempestade, seja o porto seguro”.

Autor desconhecido

Essas palavras, apesar de simples, são de uma profundidade assombrosa. Trazem à tona nossa capacidade de, como pais, tentarmos alicerçar a criação de nossos filhos em bases sólidas e seguras, que no futuro servirão de apoio para que eles possam se desenvolver e tornar-se pessoas melhores.

Vez por outra me pego pensando na tempestade constante do tempo presente em que vivemos e em quais valores pretendo ensinar a meu filho e qual a melhor forma de fazê-lo, para que ele possa passar por essa tormenta da melhor forma possível.

Penso também nas crises que enfrentamos durante a vida e em como deveríamos passar a ser parte da solução e não parte do problema quando algo sai do controle ou quando alguma coisa não sai como deveria. Muitos cedem à tentação de surtar e perdem o controle com uma facilidade impressionante. O trânsito é um bom exemplo, que me vem à mente agora.  E o pior, o fazem na frente dos filhos. Se esquecem de que a principal forma de educar os filhos é pelo exemplo.

Criar filhos fortes e seguros passa por sermos nós também bases fortes e seguras, não só como provedores, mas emocionalmente também.

Passa também por responder a questão sobre qual é o papel que queremos desempenhar na vida de nossos filhos: o fantasma que assombra o navio, ou o farol que guia e ilumina o caminho.

Muitos pais e mães, perdidos em seu próprio egoísmo ou ocupados demais para prestar atenção em seus filhos, acabam virando problemas na vida da criança, muitas vezes até mesmo gerando traumas que nunca mais serão superados. São fantasmas que assombram o navio e atrapalham a tripulação a seguir seu curso.

Por outro lado, deveríamos ser como um farol que ilumina o mar revolto, trazendo conforto e sinalizando o caminho seguro até o destino do barco.

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